Práticas Não Psicológicas - Compatíveis
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NEUROMETRIA FUNCIONAL Compatível
OBJETIVO
Promover a saúde mental e contribuir para a melhoria da qualidade de vida, por meio da avaliação e intervenção no funcionamento neurofisiológico e cognitivo de pacientes. A Neurometria fornece à(ao) psicóloga(o) um conjunto de dados mensuráveis relacionados à atividade encefálica, respostas autonômicas e indicadores emocionais, que auxiliam na elaboração de estratégias terapêuticas personalizadas e alinhadas às demandas clínicas. Trata-se de recurso complementar que busca oferecer subsídios à prática psicológica, favorecendo o planejamento de intervenções com suporte em parâmetros fisiológicos e comportamentais observáveis.
BREVE DESCRIÇÃO
A Neurometria é uma abordagem integrativa que combina sensores encefálicos e periféricos, não invasivos, a sistemas computacionais e algoritmos de inteligência artificial, com o objetivo de mapear padrões cerebrais, fisiológicos e comportamentais. Em poucos minutos, a tecnologia coleta
informações como variabilidade cardíaca, atividade elétrica cerebral e indicadores autonômicos e corporais relacionados à autorregulação emocional. Com base nesses dados, a plataforma gera um laudo padronizado que auxilia o profissional na seleção de estratégias terapêuticas e protocolos de intervenção, tais como regulação emocional, autorregulação fisiológica, fisiologia do sono e treino de coerência cardíaca, sempre integrados ao raciocínio clínico da(o) psicóloga(o).
EMBASAMENTO-TEÓRICO-METODOLÓGICO-TÉCNICO
A Neurometria Funcional está apoiada em referenciais da psicologia científica, psicofisiologia e neurociência, com a utilização de parâmetros neurofisiológicos associados a padrões emocionais e cognitivos. O modelo contempla princípios de autorregulação do sistema nervoso, biofeedback, neurofeedback, correlações entre ondas cerebrais, variabilidade cardíaca e estados psicológicos, além do emprego de algoritmos destinados à análise de sinais biológicos. A fundamentação envolve protocolos padronizados de coleta, análise comparativa de dados relacionados ao funcionamento autonômico e integração de achados fisiológicos a indicadores comportamentais, incluindo técnicas derivadas de abordagens comportamentais e cognitivas.
POPULAÇÃO A QUE SE APLICA
Adultos e idosos, em diferentes contextos clínicos, esportivos, organizacionais e de saúde, especialmente aqueles que apresentem demandas relacionadas à saúde mental, desempenho neurocognitivo, ansiedade, transtornos do humor, burnout, dificuldades de autorregulação emocional
e outras condições associadas ao funcionamento psicofisiológico.
ONDE SE APLICA
Consultórios e clínicas de Psicologia e demais especialidades da saúde, unidades hospitalares, contextos organizacionais, centros esportivos e ambientes de pesquisa que utilizem parâmetros neurofisiológicos como apoio à intervenção psicológica e ao monitoramento de processos clínicos.
CONTEXTOS / TERRITÓRIOS
No contexto clínico, como ferramenta complementar à avaliação e ao planejamento terapêutico. Em situações esportivas, contribui para acompanhamento de desempenho psicológico e controle autonômico em situações de alta exigência. Em ambientes organizacionais, pode apoiar programas de prevenção de estresse, bem-estar e desempenho. Também é empregada em projetos de pesquisa que investiguem relações entre fisiologia, emoção e cognição.
No Brasil, em serviços de saúde mental, instituições públicas e privadas, clínicas especializadas e centros de reabilitação, com registro do equipamento na ANVISA e utilização em aplicações clínicas e esportivas. Em outros países, há relatos de utilização em universidades, laboratórios e congressos científicos nas áreas de saúde mental, neurociência e psicologia aplicada.
No Brasil, em serviços de saúde mental, instituições públicas e privadas, clínicas especializadas e centros de reabilitação, com registro do equipamento na ANVISA e utilização em aplicações clínicas e esportivas. Em outros países, há relatos de utilização em universidades, laboratórios e congressos científicos nas áreas de saúde mental, neurociência e psicologia aplicada.
ASPECTOS ÉTICOS
A prática, em seu caráter de recurso complementar, não substitui a avaliação psicológica. Deve ser empregada de forma integrada à escuta clínica, anamnese e demais procedimentos próprios da Psicologia. O uso depende de consentimento livre e esclarecido, com informações precisas sobre sua finalidade, limites e implicações. A gestão de dados segue padrões de proteção e sigilo, em conformidade com a legislação de proteção de dados e normas de confidencialidade profissional. A tomada de decisão permanece sob responsabilidade da(o) psicóloga(o), sendo vedada interpretação autônoma por parte do sistema computacional.
VÍNCULOS COM OS DIREITOS HUMANOS
O uso da prática deve estar alinhado a princípios de dignidade, autonomia, segurança e equidade de acesso, com respeito às singularidades de cada paciente e proteção de sua privacidade.
EFEITOS PRETENDIDOS
Entre os resultados esperados incluem-se a personalização das intervenções, o suporte à tomada de decisões clínicas, o monitoramento da evolução psicológica, a ampliação da compreensão sobre padrões de autorregulação emocional, a identificação de fatores fisiológicos associados a sintomas psicológicos e o apoio a estratégias de promoção de saúde mental em diferentes contextos. Trata-se de recurso complementar, integrado ao raciocínio clínico da(o) profissional.
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS
Foram apresentados estudos conduzidos em diferentes contextos, envolvendo ansiedade, transtornos do humor, TDAH, estresse, depressão resistente, desempenho esportivo e registros de parâmetros fisiológicos associados à atividade física e à evolução terapêutica. Esses estudos reportam correlações
entre padrões neurofisiológicos, variabilidade autonômica, marcadores emocionais e desempenho psicológico, indicando potencial para monitoramento de evolução clínica, personalização de intervenções e identificação de perfis fisiológicos relacionados a condições específicas.
RESTRIÇÕES
A prática possui natureza estritamente não diagnóstica, sendo vedado qualquer uso que configure exame, laudo ou conclusão de caráter médico, neurológico ou psicológico, assim como a atribuição de precisão ou validação além do que a literatura científica atual suporta.
O uso depende de consentimento livre e esclarecido, com explicitação de finalidade, caráter complementar, limitações e ausência de função diagnóstica.
Os achados devem ser integrados à escuta clínica, à anamnese e aos demais procedimentos próprios da atuação psicológica.
Em caso de uso de Inteligência Artificial, deve ocorrer apenas como ferramenta de apoio, sem autonomia decisória, mantendo-se a responsabilidade técnica da(o) psicóloga(o);
Considera-se que o número de pesquisas envolvendo o público infanto-juvenil ainda é reduzido, metodologicamente limitado e insuficiente para respaldar o uso da prática com este público, seja em contextos clínicos ou educacionais. Ademais, os estudos analisados não permitem generalização para a população brasileira, tampouco apresentam evidências robustas de validação considerando o contexto sociocultural nacional. Acautela-se, por fim, que o uso indevido nesta população pode gerar interpretações diagnósticas equivocadas, conclusões precipitadas e risco de encaminhamentos inadequados. Recomenda-se, portanto, restrição da prática à população adulta até que novos estudos nacionais estejam disponíveis.
INDICAÇÃO DE FORMAÇÃO MÍNIMA PARA O EXERCÍCIO DA PRÁTICA POR PSICÓLOGA(O)
Profissional graduado em Psicologia, com formação complementar específica em Neurometria Funcional, obtida em cursos certificados e tecnicamente idôneos, que assegurem domínio metodológico, ético e operacional da técnica. Essa formação deve contemplar capacitação para uso do equipamento, coleta e processamento de sinais fisiológicos, interpretação dos indicadores gerados e integração dos achados ao raciocínio clínico. É recomendável conhecimento em psicofisiologia, neurociência aplicada e no uso de sistemas computacionais ou inteligência artificial em apoio às análises, conforme os requisitos estabelecidos pela ANVISA e pelo INMETRO